AREJANDO A CABEÇA
Conta-se que, ao flagrar um dos seus membros a falar bobagens e a, digamos, sair da linha, a Igreja Católica manda ao encontro do "falastrão", "rebelde", um bispo. Este, após chamá-lo às falas, recomenda-lhe o que eles denominam de "Silêncio Obsequioso". A fórmula funciona, dizem. Quem quiser permanecer sob as asas da Santa Madre Igreja, precisa ficar na linha, ou sair, a fim de cuidar da sua vida sozinho.
Por mim, tive meu retiro obsequioso. Desde dezembro de 2006, escolhi o distrito de Santo Antonio da Pedreira, perto de Macapá, para ali fundar o meu monastério. Reuni livros, cadernos de anotações, agendas - e até um computador - e tenho estado lá, à beira do magnífico e histórico Rio Pedreira.
Retiro que tem servido às mil maravilhas. A reciclagem da cabeça tem sido ótima. As leituras e meditações, espetaculares. De fato, Macapá, com essa "zueira" toda de carros e motos, fumaça e poluição, anda impraticável.
19 September 2007
REGRESSO DO VELHO SENHOR
MAIS ESPAÇO & IDÉIAS
Convenhamos, desde 24 de maio de 2006 - data da última postagem neste Blog, passou algum tempo. Ora, não sou diferente das demais pessoas. Vivo reclamando de falta de tempo. Porém, o dia tem 24 horas. Como já estou meio cansado, e lá se vão 58 anos de estrada, o simples ato de pensar em atualizar minhas três caixas postais (e-mails), mais os Blogs, dá-me sensações de frio no estômago. Fazer o quê?
Contudo, este espaço, que vou procurar manter, será mais literário, mais intelectual, mais chegado aos livros, às artes, à cultura, e menos à política. Política, vocês poderão ler - se lhes der na telha - no outro Blog (bonfimjornal.blogspot.com)
Aliás, hoje, resolvi fazer - em casa - um daqueles autos-de-fé, rasgando, selecionando e tocando fogo na papelada. No meio de alfarrábios, achei referências sobre um livro que estou escrevendo. Coisa que havia perdido e que me angustiava. O manuscrito, sobre a saga da República do Cunani, ainda não achei. É uma espécie de filho pródigo, que perdi e pelo qual choro todos os dias. Um texto soberbo, repleto de referências históricas. Não sei, sinceramente, se terei memória para refazê-lo. Pelo menos, em suas partes principais.
Convenhamos, desde 24 de maio de 2006 - data da última postagem neste Blog, passou algum tempo. Ora, não sou diferente das demais pessoas. Vivo reclamando de falta de tempo. Porém, o dia tem 24 horas. Como já estou meio cansado, e lá se vão 58 anos de estrada, o simples ato de pensar em atualizar minhas três caixas postais (e-mails), mais os Blogs, dá-me sensações de frio no estômago. Fazer o quê?
Contudo, este espaço, que vou procurar manter, será mais literário, mais intelectual, mais chegado aos livros, às artes, à cultura, e menos à política. Política, vocês poderão ler - se lhes der na telha - no outro Blog (bonfimjornal.blogspot.com)
Aliás, hoje, resolvi fazer - em casa - um daqueles autos-de-fé, rasgando, selecionando e tocando fogo na papelada. No meio de alfarrábios, achei referências sobre um livro que estou escrevendo. Coisa que havia perdido e que me angustiava. O manuscrito, sobre a saga da República do Cunani, ainda não achei. É uma espécie de filho pródigo, que perdi e pelo qual choro todos os dias. Um texto soberbo, repleto de referências históricas. Não sei, sinceramente, se terei memória para refazê-lo. Pelo menos, em suas partes principais.
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