AGENDA GERAL
(04/06/10)
CENSURA IDIOTA
Bastante incompreensível, hipócrita e idiota, sob todos os aspectos, essa censura feita ao jornal O Estado de S. Paulo. São nada menos que 308 dias, desde que um juiz – parcial, injusto e desinformado - blindou membros da família do senador José Sarney, que não podem ser citados no Estadão. Enquanto isso, o trêfego presidente Lula da Silva, alguns ministros do governo e outras personalidades, menos cotadas, vivem boquejando “as liberdades democráticas no Brasil.” Francamente, não sei à que Brasil eles se referem.
SONO JUDICIÁRIO
Compreende-se que, nesses casos, o Judiciário, ou a justiça, precisam ser provocados. Não podem, por si, ir lá e acabar com a censura a um jornal. Mas, até pelos precedentes históricos – vide o período da ditadura militar e suas draconianas medidas contra as liberdades – o Judiciário, através de seus tribunais superiores, bem que poderia dar um basta nessa situação. Ou se tem liberdade, ou o regime é de fancaria. Ou se respeita a Constituição, ou todos nós não passamos de um bando, fingindo gozar de liberdade, sem nem mesmo saber o que ela significa.
ENSAIO GORADO
O preclaro senador Pedro Simon (PMDB-RS), de fato, já teve melhores dias e também já foi mais respeitado. Ele anunciou, na quarta (2), a candidatura do ex-governador do Paraná, Roberto Requião, à presidência da República. O registro foi feito no diretório nacional da legenda, em chancelar o deputado Michel Temer, vice de Dilma Rousseff, comenta-se que a candidatura de mister Requião é gorada, puro balão de ensaio. Ele quer é ir para o Senado.
ESPERTEZA CRUEL
A bolha de sabão chamada empréstimo consignado, sistema incentivado e garantido pelo governo federal, bateu na bagatela de R$ 118 bilhões. Funcionários públicos, servidores municipais, militares, aposentados e pensionistas, Brasil a fora, vivem pendurados no gargalo dos altos juros – de bancos e financeiras – por terem contraído obrigações que, no mais das vezes, não têm condições de pagar. É uma farra de dinheiro fácil, alimentando a esperteza de grupos e a irresponsabilidade do próprio sistema bancário oficial, via Caixa Econômica e Banco do Brasil. Lamentável.
NOIVA SEM DOTE
A noiva PMDB do Amapá, pelo andar da carroça de jerimuns (expressão às vezes usada pelo senador Gilvam) , parece sem dote. Vejamos: nada deu certo e tudo desandou nas conversas entre PMDB e o PP do governador Pedro Paulo Dias. Depois, a noiva, grinalda e buquê, postou-se, lacrimosa, à porta do PTB, atrás dos possíveis afagos do ex-deputado Lucas Barreto, candidato petebista ao governo do Estado. Deram-lhe água, mas bateram-lhe com a porta na cara. Nada de coligação de cabo a rabo. O ex-deputado Eduardo Seabra (1.806 votos em 2006), fez beicinho e pronto.
QUEM LUCRARIA
Ora, política é a arte do possível. E lá se foi o PMDB, rápido, bater noutra porta. Desta vez, no convescote político desta semana, que ungiu a candidatura do deputado Jorge Amanajás (PSDB) ao governo. Ficando os tucanos de oficializar o casório com o PMDB, o mais rápido possível. Aliás, isso seria bom para ambas as partes: o senador Gilvam e sua troupe de deputados federais e estaduais, garantiria determinadas searas de votos. O deputado Amanajás, o apoio da maquineta do PMDB local. Não desprezível nas circunstâncias.
QUEM PERDERIA
Mas, na vida política, nem tudo são rosas. Os caciques do DEM, à frente o deputado federal David Alcolumbre, chiaram e deram socos na mesa. Há um acordo prévio deles com o PSDB, referente à coligação nas eleições proporcionais (para federal e estadual) e a entrada do PMDB, nessa altura do campeonato, iria transformar os parlamentares do DEM em legítima bucha pra canhão, ou seja, cabos eleitorais de luxo, para “estrelas” peemedebistas, tipo Fátima Pelaes e Jurandil Juarez (federais), Dalto Martins e Francisca Favacho (estaduais). Portanto, o DEM só aceita coligar na majoritária para o governo e Senado. Aqui em baixo, nem pensar.
BRASÍLIA DIXIT
Brasília falou, ou deve falar. Acuado pelas exigências do DEM, o senador Gilvam botou os pés no avião. Destino: Brasília. Tapete: os do gabinete do senador José Sarney, cardeal-mór do PMDB. Até ontem, a bolsa de apostas e de rumores políticos, em Macapá, dava conta de que Sarney não gostou muito da possível composição do PMDB do Amapá com o PSDB. Dilma vai subir em que palanques, por aqui, se o PMDB nacional está casado – de cartório e aliança - com o PT?. Então, se a tentativa de Gilvam não vingar, não se admirem se o vice de Jorge Amanajás sair das fileiras do DEM.
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