AGENDA GERAL
(que você pode ler amanhã, terça-feira,
no jornal A Gazeta
QUESTÃO EM ABERTO
Pelo jeito, ficará em aberto uma questão, séria e preocupante, sobre o status quo financeiro do Estado. Traduzindo: o governador Pedro Paulo Dias, sabe-se lá por que razões, deixou de mostrar à população como e em que condições recebeu a máquina estadual. O ex-governador, Waldez Góes, por sua vez, fechou-se em copas e quase nada falou sobre esse delicado assunto. Sabe-se, apenas, que há “papagaios” pendentes, obrigações não cumpridas, repasses não realizados (exemplo da Amprev), verdadeiras bombas de retardo.
DIREITO DE SABER
Não se trata de levantar problemas, nem de ficar aqui, dia e noite, pegando no pé de ninguém. O direito à informação pública – sabe-o toda a gente – é inalienável. Nenhum agente público pode sonegar dados, nem deixar de prestar contas dos seus atos ou desatos. Por isso, não sei por que o governador Pedro Paulo não vem logo à mídia, numa coletiva de imprensa, e explica a situação de uma vez por todas. Garanto que teria a ganhar com isso. Para que, lá na frente e durante a campanha política, esse pepino não lhe seja jogado nas costas.
JUS ESPERNEANDI
Ontem, às primeiras horas da tarde e num programa de rádio, houve uma espécie de jus esperneandi, ou seja, um protesto mais que justo. A ex-primeira dama, Marília Góes, em audível tom de desabafo, investiu contra aquelas vozes – inclusive de dentro do seu partido, o PDT – que acham-se no direito de indicar o que ela deve ou não fazer nessas eleições. Marília, anda rouca de afirmar sua pré-candidatura a deputada federal. Querem demovê-la disso, sugerindo que ela arrisque uma vaga para a Assembléia. Refazendo todo o seu planejamento.
DEFESA DO ESPAÇO
Falar nisso, dentro do PDT do Amapá, de repente, as formigas grandes e pequenas ficaram agitadas. Coloca-se naquele partido, antes de mais nada, a prioridade: eleger Waldez Góes ao Senado. Depois, vem a Câmara dos Deputados, onde o deputado Sebastião Bala Rocha vem fazendo um trabalho dos melhores. Credenciais que ele possui, a fim de reivindicar uma legenda na próxima convenção pedetista. Legítima defesa de espaço. Mas, nem tudo é perfeito. O ex-secretário de Governadoria, Alberto Góes, tido e havido como o homem-forte do governo anterior, também quer ser deputado federal. Se vai conseguir ofuscar Bala no PDT, aí já é outra história.
QUASE SIAMESES
Admira-me ninguém perceber isso. Porém, nesse início da guerra na versão 2010, o PSB, de João Capiberibe, e o PDT, de Waldez Góes, são dois condomínio políticos na mesma situação. Nem um, nem outro, pode dar-se ao luxo de sair sozinho nas eleições majoritárias e nas proporcionais. No PDT, pelo menos já anunciaram isso aos quatro ventos – pode até ser um baita balão de ensaio à colunistas otários – há cerca de 30 candidatos a deputado estadual. A federal, quando muito, eles têm quatro nomes. Ao governo, por enquanto, ninguém. A não ser que mister Waldez resolva vestir calças de homem e, dedo em riste, revele a preferência que guarda no bolsinho do colete: Jorge Amanajás (PSDB).
SANTA TEIMOSIA
O ex-deputado estadual Randolfe Rodrigues (PSOL), um professor universitário, deve saber muito bem que do mato chamado PSB, ele não conseguirá nenhum coelho. Randolfe, passando aquele necessário período de conversas interpartidárias, faz o que deve fazer: ciscar pra dentro. Obter apoios e preparar as alianças, objetivando solidificar sua candidatura ao Senado. O detalhe é que seu nome não é bem-vindo nos arraiais dos Capiberibe. O que não tem impedido Randolfe de ser gentil, devolvendo os resmungos contrários com o convite ao diálogo, franco, aberto e democrático.
JOGO FLORENTINO
Na velha cidade de Florença (Itália), nos albores do Renascimento, praticava-se a política do preferentismo, da hipocrisia e dos compadrios. Quem era amigo e aliado, tinha tudo, quem fosse adversário ou inimigo, recebia veneno na comida e punhaladas na calada da noite. No Amapá de hoje, há lances políticos que lembram Florença. Um deles, é essa rota que o PT (leia-se Dalva Figueiredo), traçou para as negociações em torno do Vice de Pedro Paulo Dias (PP). Há quatro ou cinco nomes na praça, inclusive o preclaro advogado Wagner Gomes. Mas, nada de decisão à respeito.
CAIXINHA DE PANDORA
Como escrevo para pessoas inteligentes, poupem-me explicar quem foi Pandora. Contudo, enquanto as tais alas do PT – evidentemente radicais e induzidas por seus mentores – digladiam-se, discutem e brigam bem antes da convenção decisiva, a moçada não percebe que madame Dalva afia suas garras e pode dar uma cartada de mestre, bem no apagar das luzes: ela mesma ser o nome para compor a Vice no chapão do governador Pedro Paulo Dias. Se isso acontecer, para mim não será supresa alguma. Por que vocês, rapidinho, não raciocinam se eu tenho ou não razão em levantar essa possibilidade?
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