26 April 2010

JORGE AMANAJÁS NÃO ESTÁ ISOLADO

  
                                                                                                                                        



                                              QUEDA DE BRAÇO

                                                   Bonfim Salgado





                     O martelo foli batido na mesa da Assembléia Legislativa: o deputado Ricardo Soares (PT do B - 4.226 votos em 2006), será o próximo novo conselheiro do Tribunal de contas do Estado. S. Exa., pode preparar o paletó e, se for o caso, munir-se de alguns estojos de canetas. Daquelas que expelem bastante tinta.

                   Mas, essa indicação do deputado Soares tem outras leituras. Uma delas, provavelmente a mais importante, diz respeito àquela guerrinha política – ora aberta, ora nos bastidores palacianos – que eclodiu entre o então vice-governador do Estado, Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP) e o presidente da Assembléia, Jorge Amanajás (PSDB). Pivô: o rompimento, unilateral e sem nenhum diálogo que prestasse, do grande acordo, entre lideranças políticas, que serviu de lastro para a eleição de Waldez Góes. O tempo passa.

                    Ora, quando ficou claro o nível da traição à palavra enpenhada nesse acordo, houve solerte e muito mal divulgada tentativa de isolar o deputado Jorge Amanajás, declarado pré-candidato ao governo, este ano. O tiro saiu pela culatra. Os “gurus” de Waldez, capitaneados pelo à época secretário especial de Governadoria, Alberto Góes, calcularam mal as coordenadas. Ensaiaram uma queda de braço com a Assembléia, justamente num final de gestão e com o “chefe”, Waldez, precisando realizar alianças e confirmar parceiros em sua caminhada, rumo ao Senado. O resultado da emenda saiu bem pior do que o soneto.

                    Waldez Góes – para aprender de uma vez a cercar-se de gente que saiba, de fato, fazer e planejar política de adultos – teve de engolir a recusa da Assembléia em indicar sua mulher, Marília Góes, para o cargo de conselheira do TCE.

                   Quem saiu perdendo os anéis? O governador Pedro Paulo Dias, que – vendo adensar-se as nuvens no horizonte dessa indicação de Marília Góes, lavou as mãos, como Pilatos.

                   Foram-se os anéis, mas em outubro, podem ir os dedos. Todo cuidado é pouco, porque Roma, dizem, não se fez num dia.

1 comment:

luistrindad said...

Correta sua avaliação, mas, só podemos afirmar e consolidar sua analise após o primeiro turno, mesmo Waldez praticamente enterrando a oportunidade de ocupar uma cadeira azul em Brasília e Pedro Paulo perder os aneis, ainda assim eles serão importantes nas aLianças para o segundo turno, lembre-se eles continuam sentados no cofrinho.